INTELIGÊNCIA SONORA ou MUSICAL

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Inteligência musical não diz respeito apenas a entender e decifrar melodias, a reconhecer as notas musicais e saber harmoniza-las de forma a conseguir despertar uma emoção, ou ainda a ser capaz de tocar genialmente um ou vários instrumentos. Ser inteligente musicalmente também é ser capaz de reconhecer a qualidade de uma obra, mesmo que você não toque nada, ou seja desafinado, ou não goste do estilo; também é saber utilizar a sonoridade das coisas para administrar outros pensamentos; como ter na memória padrões sonoros que você possa acessar e moldar ao seu gosto.

É muito fácil associarmos essa inteligência apenas na questão musical, pois a música é uma das mais fortes manifestações de humanidade; ela nos afeta profundamente, não apenas nas emoções e na criatividade; mas inclusive nas questões neurais. Já ouviu falar das “ondas Mozart”? Um cientista descobriu que ao ouvir Mozart nosso cérebro produz mais ligações neurais que o normal, mulheres grávidas que ouvem Mozart, produzem uma interferência positiva na formação do córtex cerebral dos seus filhos, ou seja, nossas ondas cerebrais são influenciadas estruturalmente por música – bem, não é qualquer música: é Mozart!

Outra influência da música em nossas vidas são os nossos marcos históricos pessoais: momentos significativos de nossa história pessoal que ficaram marcadas na nossa memória com alguma música específica; e quando você ouve certa música, você lembra de certa coisa.

E sem contar o fato de que existe a música certa (pode ser um ritmo, pode ser o timbre de um instrumento ou voz especifica, pode ser somente uma única obra mesmo, depende de pessoa para pessoa) que permite que informações próprias de outras inteligências sejam assimiladas e entendidas por cada um. Ou seja, você pode se tornar mais inteligente ouvindo música, só precisa achar a música que funciona para você.

Mas essa inteligência ainda vai além, ainda mais quando falamos sobre nosso trabalho e nosso desenvolvimento enquanto ator-samurai. Nós buscamos desenvolver padrões sonoros e ritmos de fala, para envolver nosso espectador, e trazê-lo para a nossa realidade, para aquilo que estamos criando cênicamente. E quanto maior nossa capacidade intelectual sonora, mais ferramentas teremos, e mais possibilidades de expressão poderemos criar.

Para que você treine essa sua inteligência, eu te proponho:

*Transforme pequenas frases de cumprimento, “bom dia” por exemplo, e a reproduza como se fosse música, experimente diversos ritmos; perceba a mudança de intenção.
*Componha um Rap e um Coco de Embolada.
*Faça um campeonato onde a última palavra cantada por alguém, tem que ser estar em outra música cantada por outra pessoa.
*Relembre o som da chuva caindo no telhado. Cante algo nesse ritmo.
*Faça uma biografia musical: relembre, ou descubra, em ordem cronológica as músicas que fizeram sucesso, desde que você nasceu até hoje.

Semana que vem, vamos começar a falar das inteligências que não são utilizadas em cena, mas antes de irmos para a cena. Venha ler.

About Ronaldo Ventura
Ronaldo Ventura é um milionário excêntrico que as noites veste uma fantasia de homem morcego e combate o crime. De dia, ele dirige espetáculos e escreve peças. conheça seu trabalho em www.ronaldoventura.com