H-O-H – Coletivo Calhas

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Estou de volta, mas ainda não é para minha coluna sobre a vida universitária, e sim para escrever sobre o espetáculo de dança “H-O-H” do Coletivo Calhas, coletivo formado por alunos do CLAC (Centro Livre de Artes Cênicas, em São Bernardo do Campo-SP).

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A princípio fui prestigiar minha amiga Larissa Schechtel, integrante do Coletivo, mas acabei recebendo uma baita de uma experiência. O espetáculo tem como objetivo falar simplesmente sobre a água, e através dela falar de várias outras coisas. Antes de entrarmos no local onde tudo acontece, somos avisados que o espetáculo PRECISAVA da participação do público, através da interação com o grupo e com a instalação montada para o espetáculo.

A primeira coisa que vemos quando entramos é a incrível instalação, com redes no teto onde têm bexigas cheias de água, e essas bexigas parecem gotas. No chão é projetada uma imagem onde consegui perceber pescadores, peixes e um peixe gigante. Podia me posicionar no espaço do modo quem bem entendesse, de pé, sentado, deitado, entre o grupo, etc.

E então começou a experiência maior, mas ela é pessoal. Cada um teve uma sensação diferente ao experienciar aquilo, inclusive o próprio elenco, que afirma que as sensações são diferentes a cada apresentação, se transforma conforme o público muda e interage. Só vendo e participando para entender. Se eu contasse a minha experiência seria muito egoísmo se comparado à amplitude de tudo aquilo.

O que posso dizer é que o elenco sabe como trabalhar e jogar com o público, não importando se você é um grande apreciador de arte ou um morador de rua, que foi o caso da apresentação que assisti, onde a maior interação com o espetáculo foi feita por um morador de rua. Também é importante ressaltar o MARAVILHOSO trabalho corporal do Coletivo Calhas.

Pena que a apresentação do H-O-H que eu assisti foi a última, mas não precisa chorar, leitor. Caso tenha se interessado pelo trabalho do Coletivo Calhas, tenho um convite para te fazer!!! Eles começarão a temporada do espetáculo “Sombras de Uma Escola Pânica”. Como diz o Facebook:

“Formado pelos alunos do 2° ano de formação vespertino em Teatro e Dança do Centro Livre de Artes Cênicas, o CLAC, de São Bernardo do Campo. O Coletivo Calhas surge em 2014 como um coletivo de criação artística que parte da necessidade de deslocar e compartilhar seu primeiro processo de criação em dança, com a proposta de estabelecer comunicação com o público, os locais ligados as artes e ao estudo e pesquisa dos meios de dialogar com o espectador.

O Coletivo Calhas apresentará seu exercício cênico teatral a partir da interlocução com a obra “Escola de Ventríloquos” do artista chileno Alejandro Jodorowsky. O texto narra a trajetória de Celeste, que fugindo, caí dentro de uma escola onde a lógica dos homens é subvertida pelas leis dos bonecos. A peça é fruto dos atravessamentos e questionamentos poéticos e políticos gerados no coletivo.

Formado por:
Dani Franzini
Fábio Luís Venturini
Larissa Schechtel
Lucia Martins
Marina Yohara
Matheus Augusto Queiroz de Assis

TEMPORADA
20 de FEVEREIRO á 01 de MARÇO
Todos as SEXTAS, SÁBADOS e DOMINGOS ás 19h00!

Proposição: Lúcia Kakazu.
Orientação: Lúcia Kakazu, Camila Bronizeski e Jorge Pezzolo.
Fotografias: Ian Boato e Stela Ramos.
Vídeo: Giovanna Massieri e Stela Ramos.

Recomendação: 16 anos. Pague quanto puder. Retirar ingressos com uma hora de antecedência. Centro Cultural Bairro Baeta Neves. CLAC – Centro Livre de Artes Cênicas. Praça São José, s/nº. Tel: 4125-0582, cultura.clac@saobernardo.sp.gov.br ou coletivocalhasoficial@gmail.com.”

Evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/317719745092952/?fref=ts

Atenciosamente, o aquático Miguel Tescaro Fagundes.

Miguel Tescaro About Miguel Tescaro
Eu amo Deus, minha família, teatro, música, a cor azul, a Beyoncé, Paramore e Doctor Who. Acho que isso pode ser interpretado como 'informações biográficas'.