Festival Fundação das Artes de Teatro Estudantil 2014 – Uma Simples história de amor

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Começou mais um Festival. Lá vou eu para uma viagem, no afã de conhecer, sonhar me apaixonar por cada coletivo. É uma semana meio maluca, eu durmo pouco, chego em casa e ainda vou postar textos, editar fotos áudios e vídeos, mas a causa é boa. Conhecer gente, conhecer histórias, ver teatro, ver teatro feito por estudantes. É por isso que eu adoro teatro estudantil. Não é apenas assistir a uma peça, o bate-papo em si é um espetáculo. Este teatro que amo tanto é a alimento para a alma e eu adoro quando a digestão é feita coletivamente. A cada conversa eu me apaixono.  E lá vamos nós conhecer a paixão da noite:

Colégio Objetivo Sorocaba – SOROCABA – SP
Cia. de Teatro e Música do Objetivo Sorocaba
Espetáculo: Uma Simples História de Amor, do grupo.
Sinopse: A peça Uma Simples História de Amor, de autoria colaborativa da Cia. de Teatro de Música do Objetivo Sorocaba, inicia-se com uma Escritora que precisa escrever uma história e está muito confusa, pois seus personagens imaginários possuem vontades e desejos próprios. Diante de tantos conflitos o amor em suas diversas formas é o que conduzirá toda a trama.
Tempo de duração: 45 min.
Classificação etária: Livre.
Elenco: Beatriz Cassandre, Gabi Araujo, Julia Soares, Kaylane Ramos, Lara Maria Moura Bento, Léo Moreira, Maíra Jacomuci, Milena Tinen, Priscila Castro, Sofia Claudino.

Ficha técnica – Direção Teatral: Kelly Carvalho. Direção Musical: Bruno Albanez. Figurino, Iluminação, Sonoplastia e Cenografia: Cia. de Teatro e Música do Objetivo Sorocaba.

 


Isto não é uma crítica

(é a expressão da minha vontade de apertar suas bochechas)
Elenco fofo, doce, ingênuo e pueril, que canta e atua, que construiu o trabalho coletivamente, protagonista de sua história, de ser fazer teatral, de espetáculo igualmente doce de dramaturgia, de execução de trilha própria. Acabo de ouvir um expectador atrás de mim comentando: “Não dá vontade de apertar?” Claro que dá. Turminha do bem, cheia de brilho no olho e do desejo de correr atrás, de fazer acontecer.
Uma história de amor, contada com sons, palavras e sombras, um recorte no espaço e no tempo em busca da história de amor do pai e da mãe, sonhos e anseios da menina Duda, que busca uma vidente que participou da história de amor dos dois. E logo Duda reencontra o pai num certo passado, e ela nunca imaginava que fosse romântico. Mas logo, após idas e vindas ao passado, a leveza do amor é interrompida pela morte da mãe. Quem disse que não há espaço para a dor? Dor criada e exposta por conta própria.  Protagonizada pelos queridos e doces meninos sorocabanos.

 

Finda o espetáculo, o primeiro, começa o show do bate-papo. E de repente me vejo de queixo caído ao ver que o elenco não só fala com propriedade, mas explica da sua forma que a trama segue uma estrutura de tempo psicológica, a história acontece no futuro, 2014 é o passado revisitado. Uau, uma inventividade singular que só foi percebida por completo na hora da conversa. Eles mesmos discutiam ali, sem qualquer pudor, formas de fazer esta informação chegar de forma mais eficiente. Naquele momento, eu já não me importava, que se dane o público, numa educação onde o criar é deixado em segundo plano, eu vejo uma proposta como esta e comemoro mais que gol em final de campeonato. Já tinha me apaixonado? Então gamei!
E a vontade que tinha era de apertar-lhes as bochechas. Desejei saber mais sobre o grupo e convidei uma das atrizes, Beatriz Cassandre, que me recebeu com a mesma simpatia que demonstrava no palco e sua bela voz grave. Gravei sua voz para não esquecer e compartilho-a aqui seu depoimento, que representa o grupo. Não é uma fofa?

 

Antes de me despedir dessa turminha linda, ainda fui presenteado por um dos atores, recebi por sms o poema que ele mesmo escreveu e que era lido no espetáculo. Valeu, Léo! Forte Abraço! Segue o poema:
“Eu não te prometo flores todos os dias
Porém ao acordar, lhe é de direito uma poesia
Tentando explicar sua beleza inacabável
Que me faz tão forte, mas ao mesmo tempo tão vulnerável
Eu tenho medo de ti, porque já me apaixonei
Tudo para fazer você sorrir, porque você era a mulher com quem sempre sonhei
Leio o que você escreveu dentro de mim
Não querendo, mais do que querendo que isso chegue a um fim.
Por algum motivo eu já sabia no momento em que primeiramente te vi
Algo em você me atrai, e por algum motivo estranho, isso sempre me faz sorrir
Mesmo sabendo que isso irá se tornar em algo que só vai me ferir
Curto a carona dessa viajem que se chama amor
Que a origem de minha maior felicidade, se torne de minha maior ldor
E que da minha assassina eu não guarde nenhum rancor.”

 

Logo depois, Carol Tello, Stephanye Santos, Miguel Tescaro e Roberta Conde, conversaram sobre o espetáculo e depois dessa gravação, retornamos para casa felizes, repetindo várias vezes. “Nossa, me fez bem assistir a esse espetáculo…” 

VarleiXavier About VarleiXavier
Professor Xavier é meu herói preferido. Sempre me senti meio mutante, perdido e deslocado, mas o teatro (essa irmandade) me salvou. Desde então, com meus poderes mentais, recruto seres especiais para cumprir minha missão: Levar encantamento ao mundo. Professor, Ator, Dramaturgo, Diretor, Contador de Histórias e Sonhador Potente.

  • Obrigada pelo reportagem e pelo carinho com esse novos atores, que estão descobrindo o fascinante mundo do teatro! Em particular pelo elogio a minha filha Beatriz. Muito Obrigada! Gisele

  • Primeiramente desejo os parabéns a todos e também agradeço pela reportagem que além de valorizar o trabalho destes jovens atores, reconhecem a importância da arte na vida de cada um. Tenho muito orgulho de ver minha filha Beatriz Cassandre dos Santos poder mostrar um pouco de arte a todos que estiveram presente nesta apresentação.