Festival Fundação das Artes de Teatro Estudantil 2014 – A princesinha que queria a Lua

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ADVERTÊNCIA: Nada do que for dito ou escrito aqui, trará a exata dimensão do que eu vivi hoje.
Segundo dia de festival e desta cobertura. Ontem fui dormir tarde, tinha perdido o jeito. Passei o dia inteiro com sono. Seria mais prudente e até mais lógico nem pensar em sair de casa após um dia de trabalho. Mas semana de Festival não é qualquer semana. Fiz um esforço e lá fui eu, movido pela paixão pela arte e pela educação. Tentei dormir no carro enquanto minha parceira Carol Tello dirigia, mas já estava ansioso e não consegui pregar o olho. Cheguei ao Santos Dumont, fui jantar e logo era hora de entrar no teatro. Fiquei com medo de dormir durante o espetáculo. Mas foi impossível. Injeção de adrenalina na veia. Culpa de uma turminha incrível vinda de Quadra – São Paulo. A ficha técnica nem o texto que se segue serão capazes de descrever o que vi nesta noite, mas vamos a ela:
EMEF João Inácio Soares e EE da Quadra – QUADRA – SP
 
CIA TEATRAL 04 CANTOS

 

 
Espetáculo: A Princesinha que queria a Lua
 
Sinopse: Era uma vez… Era uma vez, em um reino muito, muito distante chamada Ratolândia, onde uma princesinha adoeceu. De tão doente a Rainha preocupada com o estado de saúde de sua filha resolve dar-lhe o que ela quisesse, caso ela tomasse o remédio. A princesinha então desejou ter a lua. Caberá a Rainha e seus súditos, achar formas e meios de realizar o pedido. Será que conseguirão realizar a vontade da princesinha?

 

 
Tempo de duração: 40 min.

 

 
Classificação etária: Livre.

 

 
Elenco: Gustavo Novais, Giulia Barros, Vitória Luciana, Victtor Dias Camargo, Gabriela Silva, Brenda Camargo, Liriel Cristina, Camille Vitória, Gabriel Souza, Gabriel Lobo, Hellen Eduarda, Luiza Mascarenhas, Shara Kelly, Thamyres Penixe, Mirella Vieira, Maria Eugênia, Gabriel Oliveira, Luan Rochel.

 

 
Ficha técnica – Direção e Sonoplastia: Benemari Sulivam. Figurino: Edivana Mendes. Cenografia: O grupo. Iluminação: Karina Soares. Supervisão Geral: Maria Regina de Oliveira Rodrigues.
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Isso é não é uma crítica
(É um texto de boca aberta)
Ai, meu Deus! (Só posso começar assim.) Que delícia ver um trabalho cheio de energia. Que estouro, que absurdo ver uma turminha dessas. Bobos, ministros, rainha, princesas e toda uma corte que faz de tudo para fazer as vontades de uma princesinha mimada.
 
Confesso que fico um pouco sem jeito de falar, sem saber o que dizer.  Admito que fui arrebatado pela grandiosidade, pela energia, pela força de uma arte que transpira e transborda do palco e lava a plateia com alegria. Um elenco que se escuta e que joga durante todo os momentos. Não há sequer uma interrupção de fala entre os atores. E este trabalho, esta perfeição cirúrgica é feita com tal prazer, que gera espanto. Uma curtição total.

 

 
Começa o debate, e a turminha incrível e extrovertida em cima do palco, se mostra tímida. Que fofo! Gosto deles ainda mais. É tudo realmente trabalho muitíssimo bem feito. Aos poucos, ao saber um pouco mais da realidade do grupo, tudo se justifica. Uma cidade de quatro mil habitantes, que tem o hábito de ir ao teatro, uma gestão pública que valoriza a cultura, um excelente professor, um elenco jovem e comprometido, que vem trabalhando junto há anos. Uma sucessão de acertos em todas as instâncias faz do espetáculo um sucesso não no sentido de aplausos, luzes e holofotes. Mas sucesso no sentido mais profundo e verdadeiro, realização plena e profunda.Rony Morais, meu irmão Paraminense, você precisa ver isso!

 
Depois, fui à caça de uma atriz que me chamou a atenção pela energia e disponibilidade. Giulia Barros, outra linda. E a grandiosidade da atriz em cena, contrastou lindamente com a simplicidade e serenidade durante a conversa. Que coisa mais linda! 

E pra terminar, conversamos brevemente sobre a experiência arrebatadora que tivemos nesta noite. Mas novamente repito. Nada do que for ouvido ou lido aqui, trará a dimensão do que ocorreu naquele Teatro na noite desta terça-feira calorosa.

VarleiXavier About VarleiXavier
Professor Xavier é meu herói preferido. Sempre me senti meio mutante, perdido e deslocado, mas o teatro (essa irmandade) me salvou. Desde então, com meus poderes mentais, recruto seres especiais para cumprir minha missão: Levar encantamento ao mundo. Professor, Ator, Dramaturgo, Diretor, Contador de Histórias e Sonhador Potente.