AS OUTRAS INTELIGÊNCIAS

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Você que me aguentou, que me acompanhou por esses últimos meses, já sabe que ainda faltam duas inteligências para encerrarmos esse assunto (“encerrar”, será?). E antes de falar delas, quero explicar melhor porque dessa divisão que eu propus.

Não acredito que ninguém que seja uma “boa pessoa”, necessariamente seja um bom artista. Assim como nada indica que “bons artistas” sejam pessoas boas. Mas nada impede de tentarmos, não é? Podemos evoluir e nos desenvolver em todos os âmbitos. Às vezes basta querer. Às vezes, precisamos de uma ajudinha.

Por isso, quando eu ministro algum curso, ou dou algumas aulas para pessoas com pouca, ou nenhuma, experiência cênica, normalmente eu divido meus exercícios assim:

*Para personagens – exercícios que buscam desenvolver a criatividade, ou uma preparação técnica para sustentar com qualidade o exercício da cena.

*Para atores – práticas que buscam ampliar as capacidades e habilidades da pessoa, buscando uma melhora consciente do exercício da profissão.

*Para o cotidiano – alguns conhecimentos e algumas atividades voltados para a pessoa em si, que podem ser úteis ao longo de sua vida, que não necessariamente tem a ver com teatro, dança, ou circo propriamente ditos.

Mas para mim fica claro que todos os exercícios que aplico, podem interferir no ser como um todo. Quando eu transmito um treinamento vocal para alguém, não busco que isso interfira na visão de mundo desta pessoa, mas isso não quer dizer que não seja possível de acontecer. Direcionar para isso, ou não, é uma escolha minha. Permitir que isso aconteça ou não, é uma decisão do outro.

Eu utilizei os mesmo conceitos das minhas aulas quando propus separar os estudos de nossas inteligências: visando as necessidades e utilidade práticas para o artista da cena.

As primeiras que apresentei são as necessárias. São as que resolvem as situações do artista na cena. São aquelas que podem ser desenvolvidas para que executem de maneira mais eficiente seu ofício. São elas:

* Linguística ou Verbal.
* Musical ou Sonora.
*Espacial ou Visual.
*Corporal-cinestésica.

Depois eu descrevi aquelas que são as diferenciais; as que se referem a nossa vida social e pessoal. Aquelas que permitem que trabalhemos em grupo, que nos permitem descobrir nossa vocação, e nossa função social. São elas:

* Intrapessoal.
* Interpessoal.
* Existencial.

E agora, para terminar (“terminar”?) vou apresentar as últimas duas dessa lista que tende a aumentar. São aquelas que podem interferir ou não na sua rotina de trabalho; que podem melhorar, ou não, a sua performance em cena; que podem permitir, ou não, que você evolua como artista e como ser humano. Isso é uma decisão sua.

Aposto que você está morrendo de curiosidade… volta aqui semana que vem que termina o mistério.

About Ronaldo Ventura
Ronaldo Ventura é um milionário excêntrico que as noites veste uma fantasia de homem morcego e combate o crime. De dia, ele dirige espetáculos e escreve peças. conheça seu trabalho em www.ronaldoventura.com